Sufocam-me os pensamentos,
Na imagem de quem é a culpa?
Do erro que acusam e enxergamos no outro.
Sufocam-me os meus erros,
Os seus, os nossos.
A decadência humana,
Do urbanismo que se perde a pele.
Pele essa que é minha casa,
Do meu corpo que é também cérebro.
Sufocam-me pensamentos,
Resoluções, só não me sufoca amar.
Eu me encolho para te caber
na esperança de você não se espassar, mas se você se espaçar,
eu me espasso,
Eu dou o teu tempo,
eu sou movimento,
não me importo o tempo,
me importa amar.
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