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28 de ago. de 2012

(Capitulo 6) Depois do amanhecer!

O dia vinte e sete havia chegado, Larissa teria que formular um relatório definitivo a respeito de Fernando, e o que ela havia feito? Nada. Ela tinha certeza disto. E se não bastasse teria que vê-lo pela ultima vez. Tanto estudo para alcançar o inferno. As coisas em sua mente iam andando em torno de nada, ela sabia que não poderia chegar a lugar algum. Porque não havia dito a verdade para Edgar desde o primeiro momento. Seria tudo tão mais simples. Se ela tivesse feito a sua parte, ao menos tivesse sido profissional como das outras vezes. Mas não. Ela deixou o seu lado emocional falar mais alto. Seria agora a hora de dizer a verdade? Seria o momento certo? Não. Com certeza seria demitida. E Fernando? Qual seria o seu destino? Ela deveria dar razão ao Doutor Carlos e dizer que ele apresenta transtorno de personalidade? E se fizesse isto, o livraria da prisão? Mas livrá-lo da prisão seria a coisa certa a se fazer? 
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Fernando andava de um lado para o outro, a falta de luz o incomodava, mas nunca havia sido problema. No entanto, naquele dia parecia que o teto cairia sobre ele. “Dia vinte e sete” pensou. E tornou a pensar. Onde estariam todas as coisas? Batalhou em tudo, passou por aquilo, todas aquelas pessoas, tudo. E enfim havia chegado até o ponto em que desejava. E como foi difícil, ter que tirar todas aquelas vidas. E ficar naquele maldito lugar, e com certeza era ali que ele passaria o restante de sua vida. Mas e se ele consegui-se convencer o júri com a carta que tinha na manga? Quem sabe. De qualquer modo o dia havia chegado. E esta era a sua hora. 
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Edgar já havia lido todos os relatórios, nunca um caso o havia intrigado tanto, e também ele nunca viu Larissa daquele jeito, como alguém tão estudada, se rendia a um criminoso? Eram perguntas e mais perguntas que o rondavam, ele queria estar naquele tribunal e dizer tudo que pensava. Mas dizer o que? E ele não havia sido convocado para depor, e sim Lucas. Porque Lucas? Aquele pedaço de gente que ele ajudou passar no concurso, que só estava ali pela sua ajuda. Maldito Lucas. Ele ainda iria o pagar. E aquela história de que ele era um alcoólatra? Mas será que ser coordenador do presídio inteiro já não bastava? 
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Sentado sobre a escrivaninha de sua casa, Lucas olhava para o retrato de sua formatura. Estava feliz por ter a primeira oportunidade de depor em prol de uma causa tão nobre. Sorriu.